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quarta-feira, 16 de abril de 2014

PACIÊNCIA TEM LIMITE, SINDAPORT COLOCA A BOCA NO TROMBONE





No meio portuário e até dentro da Codesp muitos ainda estão incrédulos e buscam explicações para a destituição do engenheiro Renato Barco do cargo de presidente da empresa. Segundo o ministro da Secretaria de Portos, Antonio Henrique Silveira, a substituição foi motivada pela necessidade de mudança, alteração de rotina, novos projetos, desafios e pelo término de um ciclo vitorioso.
Barco era o único membro da atual diretoria da empresa nomeado pela presidente Dilma Rousseff, enquanto os demais integrantes são oriundos, ainda, da primeira gestão do ex-presidente Lula, um fato inédito e curioso em termos de longevidade administrativa na estatal.
No bojo da troca de comando do cargo majoritário, uma complexa reestruturação organizacional se torna imperiosa para o bem da Codesp e resgate do orgulho de seus verdadeiros empregados. Mais que oportuna, a substituição de toda a diretoria da estatal será útil e benéfica para que os crassos erros cometidos no passado, alguns deliberados inclusive, não se repitam. Os mesmos erros que levaram os três últimos presidentes da Autoridade Portuária de Santos – Di Bella, Serra e o próprio Barco – a se tornarem reféns dos demais diretores, cada qual com autonomia político partidária para dirigir sua própria Codesp.
A mesma suposta "autonomia", que há anos vem levando um dos mandatários a amedrontar quem ousar desafiá-lo. Com um leque de "padrinhos" o executivo jamais caminhou com as próprias pernas e faz questão de alardear aos quatro cantos da companhia que é “homem de confiança de Berzoini, Pedro Brito, Márcio França, ou do ex-presidente do PT, em São Paulo, Edinho Silva, e, diante da proximidade da Copa do Mundo da Fifa, de Joseph Blatter". Ou seja, sem a menor vergonha prefere destacar que jamais andou ou andará com as próprias pernas, o que atesta sua incapacidade profissional e consequente incompatibilidade com o cargo que ocupa.
Com uma gestão pautada pela desarmonia no âmbito geral, as discórdias e divergências se tornaram uma constante e corriqueiras nas reuniões da Direx. Desarticulada e com interesses supérfluos, além de setoriais e até mesmo individuais, a direção da Codesp sempre esteve longe de ser coesa e objetiva para atender as demandas da estatal e do Porto de Santos.
Considerando que a Codesp é uma empresa similar a Petrobras, cujas diferenças residem apenas nos valores movimentados, temos conhecimento de que uma denúncia bomba está prestes a explodir na Autoridade Portuária de Santos, podendo causar um estrago gigantesco caso não seja desarmada a tempo. E aí, se isso acontecer haja vaga na Papuda.
Na Codesp pode tudo
Entre as diversas "lendas" que assombram e preocupam muita gente na companhia, uma delas ressalta que a Docas paulista teria comprado material para a faraônica obra da Avenida Perimetral, cuja entrega teria sido na sede da empresa ganhadora da licitação, e não nos locais onde as obras estavam sendo realizadas. Pode isso? Na Codesp pode.
Como se vê, os problemas e as irregularidades são comuns entre as duas estatais, nas quais as obras invariavelmente são superfaturadas, além das habituais compras de equipamentos sem qualquer procedimento licitatório, ou, quando acontecem, à exemplo das cartas convites, apontam como vencedoras sempre as mesmas empresas. Pode uma coisa dessas? Na Codesp pode, e como!
Há também quem diga que até a sobrinha de um diretor é quem negocia e intermedia interesses dentro da Codesp. Pode isso? Na Codesp também pode. São muitas as histórias que correm pelos corredores da administradora do maior porto do Brasil e da América Latina.
Gafanhotos, sempre eles
Oportuno salientar a estranha permanência na empresa dos assessores que vieram com o presidente Di Bella, hoje diretor de Relações Institucionais da Rumo Logística. Trazidos para a Codesp como homens de confiança deveriam estar todos, sem exceção, devidamente empregados na empresa açucareira atuando sob as ordens do "padrinho".
Não há como esquecer as hilárias histórias extraídas do "competentíssimo" departamento jurídico da estatal, quase que 100%  indicado e mantido pelo PSB, mesmo após o partido ter sido alijado das composições políticas que ditam as regras na Codesp e no Governo. Desde a chegada do novo diretor de Planejamento, Luís Cláudio Montenegro, comenta-se que a equipe passa o dia trocando memórias dos computadores e fazendo uso da fragmentadora, mais conhecida como máquina de picar papel. Haja serpentina, gafanhotos, passivo trabalhista.
Tem também o famoso inseto do Almoxarifado que só chega depois das 9h30 e ganha pra não fazer nada. Esse, pelo menos, é discreto e prefere o anonimato trancafiado em seu cafofo, saindo de lá várias vezes ao dia apenas para fumar. Lembro ao companheiro que o Ministério da Saúde adverte, "fumar faz mal à saúde". Melhor seria trabalhar mais, e bem longe da Codesp.
Há também a do superintendente que fala para quem quer ouvir que quem o trouxe para a Codesp foi o Zé (o ex-presidente José Serra) e por tal se dá ao direito de chegar ao trabalho não antes das 10h ou 11h, sem ser importunado por seus superiores hierárquicos. Sem dúvida alguma, um gafanhoto autêntico e exemplar, e imune a qualquer inseticida.
Para se ter uma ideia do tamanho da mamata na Codesp, até mesmo um conferente de carga e descarga abriu mão da profissão, reconhecidamente uma das mais bem remuneradas nos portos brasileiros, para pousar em uma das salas bem refrigeradas da Codesp. Para esse eu tiro o chapéu até porque amassar lama, adubo e trigo na beira do cais é coisa para conferente de verdade.  
Lá pelas bandas da Dirop, um gerente da área financeira descendente do National Kid há tempos vem chamando a atenção dos verdadeiros e indignados doqueiros em razão de sua pouca assiduidade ao trabalho. À exemplo de seu semelhante superintendente, o discípulo do herói japonês também não é interpelado por seus superiores, sobretudo porque voa como o ídolo mascarado dos anos 60/70, sendo muito difícil encontrá-lo no local de trabalho. Sugiro aos usuários que, diante de qualquer problema, procurem os Incas Venusianos...
Heróis e voos a parte, esperamos que o novo presidente não seja apenas mais um a ocupar o cargo e ter um bom salário. Ansiosamente, torcemos para que o mandatário promova uma verdadeira limpa na empresa, devolvendo aos seus respectivos "padrinhos" onde quer que estejam todos os assessores, assessoras, gerentes, superintendentes, ou seja, apadrinhados e gafanhotos em geral. Que o faça sem medo, já que ao longo dos últimos anos eles não contribuíram em absolutamente nada com a Codesp, habitando a empresa apenas para receber ótimos salários.
Além disso, esperamos que o executivo tenha "bala na agulha" para acabar com o desperdício de dinheiro na Autoridade Portuária de Santos. Que faça realmente uma auditoria em todos os contratos e em todos os serviços terceirizados. E que Deus o proteja porque certamente enfrentará muitos adversários, sem falar no fogo amigo.
Aguardamos com expectativa que a atuação de Angelino Caputo honre a sua história na administração pública, para que não repita o que aconteceu recentemente com quatro ex-dirigentes que foram condenados por concordarem com determinações superiores, pareceres jurídicos da Codesp e aprovações do Consad. O engraçado dessa história, se há alguma coisa engraçada, é que apenas os diretores foram condenados enquanto os demais envolvidos não.
Sobre os indefectíveis gafanhotos vale uma citação bíblica, na qual Deus mandou uma praga com os insetos na tentativa de amolecer o coração do Faraó e convencê-lo a libertar os escravos. A tentativa foi em vão já que nem para isso eles serviram. Pois bem, aguardamos com ansiedade uma limpeza geral na Codesp, rogando para que a empresa seja definitivamente passada a limpo ao contrário da enorme quantidade de sujeira que há anos vem sendo despejada no canal do estuário.
Chega de tanto cabide de emprego, que só gera animosidade, intranquilidade e insatisfação, cujos reflexos podem ser sentidos na produtividade e na qualidade dos serviços prestados. Nós, verdadeiros portuários, não queremos ver a Codesp que ajudamos a construir ser tratada como a Petrobras. A diretoria do Sindaport apoia a reformulação defendendo a troca da diretoria bem como o fim do apadrinhamento político.
Paciência tem limite
Por fim, destacamos o gafanhoto da foto que está bastante ocupado com seu jogo virtual de paciência. Mesmo ligado à Gerência de Patrimônio da Codesp, o paciente inseto vem atuando sob flagrante desvio de função na área de TI da estatal, se autointitulando responsável pelo confuso e pouco eficiente sistema E.R.P/SAP. É, sem sobra de dúvidas, o maior exemplo do quanto são "imprescindíveis" para o progresso e desenvolvimento da Autoridade Portuária de Santos, a mais importante do País.
Além de vexatória e comprometedora, a foto também sintetiza o sentimento de indignação dos dirigentes do Sindaport e dos legítimos empregados da Companhia Docas do Estado de São Paulo, cada vez mais cansados de carregar os falsos empregados nas costas! Paciência tem limite e a nossa acabou.

Fonte: Sindaport






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